
"E no entanto, para dizer a verdade,
hoje em dia, a razão e o amor quase não andam juntos."
William Shakespeare
Sonho de Uma Noite de Verão
III Acto, Cena I
Hoje atingi o auge! Hoje soube o resto da minha vida, pelo menos conheci o pilar da mesma. Apenas com o olhar, descobri o trilho bem demarcado na floresta densa que é a minha vida. Não se poderá chamar de "amor à primeira vista", pois isso soa demasiado banal. Fui deitada abaixo com a força de mil sóis, não me dei ao trabalho mínimo de me tentar erguer de novo. A força que me derrotou, que me derrubou, é fria, branca e dura. Sendo fria, os seus beijos são os mais mornos de todos, consegue obstruir-me todo o corpo e retirar-me o mecanismo de respirar. Branca, como mármore, uma estátua que representa melhor que ninguém o cânone de beleza Grega! Dura, mas o seu toque proporciona o mais suave dos toques. Edward Cullen, o amor da minha existência!
Mas subitamente algo mudou. Algum movimento, superior à limitada mente humana, mudou drasticamente a linha da minha vida. Não sei se foi a minha constante falta de sorte, os meus "acidentes" regulares, ou simplesmente a minha simplicidade e mediocridade que o afastaram. A minha era e é ele! O meu céu mudou, o meu chão mudou, tudo se alterou a partir do momento em que olhei aqueles olhos dourados, aquele ouro líquido pela primeira vez. A força gravitacional que me movimentava e ajustava em relação ao mundo era, única e exclusivamente, ele! O mundo era o local perfeito, ele habitava ao meu lado. Subitamente a minha mente foi invadida por pensamentos negros e sádicos, sem sentido algum. As palavras do adeus, da despedida, da revelação final rodopiavam pela minha mente e eu não tinha a capacidade de falar. Queria gritar "Não, por favor fica, eu farei tudo por ti, tudo o que queiras. Por favor não vás", mas a minha garganta estava completamente serrada. A cara molhada, os olhos ardiam das lágrimas e eu apenas soluçava. Sabia que ele me ouvia, por isso obriguei as minhas pernas a avançarem pela floresta, pela vegetação, pela chuva que enlameava a terra fértil onde anteriormente tínhamos plantado o nosso amor eterno. Corri, saltei, chorei e acabei por cair. Fiquei quieta com o vago pensamento de que se ele me ouvisse cair viria certificar-se de que estava bem. Isso dar-me-ia a oportunidade de o agarrar com os meus fracos braços humanos, suplicar-lhe que não partisse, ameaçá-lo com a minha própria vida se fosse necessário. O meu amor por ele tem a força de me tornar na pessoa mais egoísta, como disse, fazia tudo por ele.
Deixei-me debruçada no chão e acabei por adormecer, sonhei com algo frio e molhado, desconfortável, triste, apagado! Passaram-se meses, meses de angústia, de sonhos, de memórias, de lágrimas, de gritos, de sonhos. Eu perdi a razão, perdi a paciência para a vida, perdi a noção do tempo e do espaço. Vazia, exacto. Tentei contactar a Alice, a minha única e melhor amiga, mas nem ela me parecia responder. Será que esta família, esta minha família seria um devaneio da minha mente? Não tinha provas materiais de que eles existiam, apenas memórias a que me agarra com unhas e dentes. Nunca perderia estas imagens, sons e cheiros doces e amáveis! Eu sou as minhas memórias, por muita tristeza que me possam causar, elas são a minha existência!
Por muito que venha, por muito que passe, por muito que eu cresça, nunca haverá um "TU". Sou a tua Bella para sempre, a frágil humana a quem um dia juraste amor eterno.
Nunca imaginei que me pudesse sentir assim, como se nunca tivesse visto o céu antes, quero desaparecer no teu beijo, a cada momento que passa amo-te cada vez mais. Ouve o meu coração, consegues ouvi-lo cantar. Este diz-me para dar-te tudo o que é meu. As estações podem mudar, Inverno para o Primavera. Mas eu amo-te, até ao último dia da minha existência!
Filipa Pereira
Mas subitamente algo mudou. Algum movimento, superior à limitada mente humana, mudou drasticamente a linha da minha vida. Não sei se foi a minha constante falta de sorte, os meus "acidentes" regulares, ou simplesmente a minha simplicidade e mediocridade que o afastaram. A minha era e é ele! O meu céu mudou, o meu chão mudou, tudo se alterou a partir do momento em que olhei aqueles olhos dourados, aquele ouro líquido pela primeira vez. A força gravitacional que me movimentava e ajustava em relação ao mundo era, única e exclusivamente, ele! O mundo era o local perfeito, ele habitava ao meu lado. Subitamente a minha mente foi invadida por pensamentos negros e sádicos, sem sentido algum. As palavras do adeus, da despedida, da revelação final rodopiavam pela minha mente e eu não tinha a capacidade de falar. Queria gritar "Não, por favor fica, eu farei tudo por ti, tudo o que queiras. Por favor não vás", mas a minha garganta estava completamente serrada. A cara molhada, os olhos ardiam das lágrimas e eu apenas soluçava. Sabia que ele me ouvia, por isso obriguei as minhas pernas a avançarem pela floresta, pela vegetação, pela chuva que enlameava a terra fértil onde anteriormente tínhamos plantado o nosso amor eterno. Corri, saltei, chorei e acabei por cair. Fiquei quieta com o vago pensamento de que se ele me ouvisse cair viria certificar-se de que estava bem. Isso dar-me-ia a oportunidade de o agarrar com os meus fracos braços humanos, suplicar-lhe que não partisse, ameaçá-lo com a minha própria vida se fosse necessário. O meu amor por ele tem a força de me tornar na pessoa mais egoísta, como disse, fazia tudo por ele.
Deixei-me debruçada no chão e acabei por adormecer, sonhei com algo frio e molhado, desconfortável, triste, apagado! Passaram-se meses, meses de angústia, de sonhos, de memórias, de lágrimas, de gritos, de sonhos. Eu perdi a razão, perdi a paciência para a vida, perdi a noção do tempo e do espaço. Vazia, exacto. Tentei contactar a Alice, a minha única e melhor amiga, mas nem ela me parecia responder. Será que esta família, esta minha família seria um devaneio da minha mente? Não tinha provas materiais de que eles existiam, apenas memórias a que me agarra com unhas e dentes. Nunca perderia estas imagens, sons e cheiros doces e amáveis! Eu sou as minhas memórias, por muita tristeza que me possam causar, elas são a minha existência!
Por muito que venha, por muito que passe, por muito que eu cresça, nunca haverá um "TU". Sou a tua Bella para sempre, a frágil humana a quem um dia juraste amor eterno.
Nunca imaginei que me pudesse sentir assim, como se nunca tivesse visto o céu antes, quero desaparecer no teu beijo, a cada momento que passa amo-te cada vez mais. Ouve o meu coração, consegues ouvi-lo cantar. Este diz-me para dar-te tudo o que é meu. As estações podem mudar, Inverno para o Primavera. Mas eu amo-te, até ao último dia da minha existência!
Filipa Pereira
Ameiii ...
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