sábado, 28 de agosto de 2010

Teen and the Shitty


Sou viciada em "Sex and the City"!! Adoro tudo o que existe

sobre aquela série, sobre aquelas personagens, as vidas delas estúpidas e incrivelmente cómicas. Neste momento não tenho melhor para ocupar as minhas tardes, (deprimente este comentário? don't think so). Bem, o tópico inicial da série é a coluna, escrita por Carrie Bradshaw, igualmente protagonista da série em questão. Se tivesse de criar uma coluna do mesmo estilo não lhe poderia de certo chamar "Sex and the City", primeiro porque Abrantes mal uma cidade se pode chamar e depois, bem, não somos exactamente mulheres de 35 anos - ou mais - com filas de ex-namorados e prateleiras de ficheiros de relacionamentos mal acabados contendo embaraçosas histórias para contar. Por essas mesmas razões e mesmo outras que não são possíveis revelar, o nome que daria à coluna abrantina, escrita por ninguém a não ser eu própria, seria "Teens and The Shitty"! É o melhor adjectivo que encontrei para descrever a vida de um adolescente que nasceu e cresceu em Abrantes, e que ainda não ganhou asinhas para sair de casa, tal como eu.

Actualmente, o tópico seria, "corre enquanto ainda podes e sai daqui por uns dias", porque daqui a, igualmente, uns dias, lá se vai o acordar tarde e o comer comida de jeito em casa, poder sair até tarde, poder ter tempo para simplesmente olhar para o tecto e fazer ABSOLUTAMENTE NADA DE NADA!! Daqui a uns tempos, vamos deixar essa liberdade para trás e percorrer o nosso último ano de secundário. O último ano de meninos, o último ano antes da grande faculdade. Alguns podem mostrar-se entusiastas em relação à grande mudança que se avizinha, cá eu não. Às vezes juro que gostava de poder carregar na pausa e ficar uns anos com 17 anos. Ficar mais uns anos com estas mesmas pessoas, antes que cada um siga a sua vidinha e nunca mais nos vejamos outra vez. Porque provavelmente é exactamente é isso que vai acontecer entre nós e os "conhecidos", os "colegas" e os melhores amigos da juventude. Aquelas pessoas que vês todos os dias, com quem passas mais tempo do que com os teus pais e família, com quem almoças e lanchas todos os dias e ris e choras ... vão desaparecer. Vais ter outros grandes amigos, talvez até melhores. Mas estes vão ser sempre aqueles amigos que se riam contigo nas aulas, e um dia aposto que vais olhar-te ao espelho, lembrar um desses momentos e suspirar. Não vais fazer nada, mas também o que pode haver a fazer nessa altura? Se não lutaste por eles na altura.

Portanto, a conclusão, que eu tiro desta situação toda é, valerá a pena toda esta ligação entre amigos, visto que daqui a uns anos não os verás mais. Valerá a pena? Ou será que as lembranças do passado são uma parte assim tão importante na vida de uma pessoa?

Fica a questão.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Bloodstream



Não acho que tenha algum tipo de loucura. Já pensei nisso, mas acabei por não aceitar. Por isso, hoje, sou normal. Só mesmo isto para explicar: "I think I might’ve inhale you I could feel you behind my eyes You gotten into my bloodstream I could feel you floating in me ".

Boa Música, muito boa letra, perfeita explicação.







I need to feel your hand upon my face

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Nossas pessoas

"Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida", ouvi esta frase repetidamente na faixa número 10, no cd B, cantada pelo Sérgio Godinho. É de facto uma frase batida, uma que nos vem à memória.
A vida é considerada por muitos curta demais. Posso concordar, mas algo me diz que alguém só pode de facto chegar a essa conclusão quando se tem algo feliz, algum peso feliz na vida, que o faz querer viver mais. Logo, alguém que não tem nada por que viver, nunca irá afirmar, com toda a certeza, que a vida é curta. Há quem se farte de viver, daí a taxa de suicídios existir.

Mas existiram mesmo pessoas sem nada na vida? Existirá alguém cujo seu único amigo é ninguém? Quem chegará a esse ponto. Não imagino a minha vida sem as minhas pessoas. Sim, porque são as minhas pessoas e eu sou a delas. É assim que se vive, com as nossas pessoas. Não utilizo a palarva amigo, por vezes acaba por não cumprir o seu papel, pessoas dá mesnos asas ao julgamento. Imagine-se o que é viver sozinha, sem ninguém. Sem ninguém. Porque são as nossas pessoas que nos dão um copo de leite e um prato de sopa quente, nos vêem comer, com um caloroso sorriso no rosto, nos dizem "bom proveito"!

Quando estamos mal, vem-lhes à memória uma frase batida, que nos dizem e aconselham "hoje é o primeiro dia do resto da tua vida"!

Vale a pena viver, não é?

Rita Silva

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Fim da estrada


"Olá". É a única coisa palavra que me atrevo a dizer-te. Não, por favor, não me olhes assim. Eu não tenho culpa de nada! Não me podes culpar por coisas que nem sequer acontecem à minha volta.

Olhaste-me com os olhos carregados de lágrimas e frustração. Não entendi porquê, e foi então que me ergueste os pulsos e vi o sangue. Nunca tinha visto tanto sangue na minha vida, aquele cheiro a sal e ferrugem envolviam o meu estômago num buraco negro. Olhei-o mais uma vez e vi-o cada mais branco, com uma ligeira coloração esverdeada. E então, tudo ficou escuro, com um apito agudo a ecoar nos interior nos meus ouvidos. Deixei-me levar pela escuridão.


Uma cena passava repetidamente da minha cabeça. Uma discussão eterna, algo que parecia nunca mais acabar. De costas voltadas para mim e eu só pensava "olha para mim". Era só isso que eu queria, que olhasses para mim, uma última vez. Só mais uma vez...


Abri os olhos, para vislumbrar uma sala branca, repleta de luz artificial. Não aparentava ter janelas. Estava num hospital, conseguia ouvir o pingar do soro, pling pling... O banco das visitas estava vazio.


Que silêncio tão só!


Eu, só eu .


18/08/2010