sexta-feira, 13 de maio de 2011

Dear dickhead,


Roses are dead, violets are too.
I'm still in love, but not with you.
You thought you hurt me and made me cry.
But I was in love with another guy.
Simply because you have no class, so all you can do is to kiss my ass.
I said I loved you bu that wasn't true.
Guess what motherfucker?! I played you too!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

JustGirl


Eu sei que pelo teu ponto de vista eu sou a causa para muito sofrimento. Passaste por dias difíceis por minha causa, mas agora que sei o que sentiste só te posso pedir desculpa. Ninguém devia ter de sentir isto, é a pior dor do mundo. Nunca te deixa em paz, infiltra cada canto da tua cabeça, não te deixa dormir nem pensar noutra coisa e as pessoas à tua volta parecem parte do elenco de um filme estrangeiro de baixo orçamento. Não és capaz de pensar, nem de parar de pensar. Ficas incapacitado e perdes horas de vida. Estudar, comer, falar, sorrir, tudo isso perde o significado inicial, não passam de gestos e acções da vida que tinhas antes. É como se te arrancassem da tua vida e estivesses em stand-by enquanto o resto do mundo vive e tu não consegues sair da pausa || . Fazes parte de um filme sem protagonista, a razão do filme desaparece, o enredo perde o nexo e deixas de entender o que se passa à tua volta.

Desculpa! Desculpa-me por ter-te feito sentir assim, sinto-me a pior pessoa do mundo. Passar por tudo isso é tortura, não consegues parar. Perdi a noção da realidade, não percebo o que deva fazer, dizer para voltar ao normal. Não sei se quero o normal. Não quero apagar os últimos meses, não tolero pensar nisso. Já fazes parte de mim, quer queiras arrancar-te a ti próprio do meu coração ou não. A única coisa que te peço é que pegues num tubo de super-cola e coles os cacos que deixaste partidos. Vamos fugir para uma ilha deserta em que não exista mais ninguém a não ser tu e eu. Tu e Eu! Não podemos pensar em mais ninguém. Está na altura de ser egoísta porque ninguém pensa em mim quando toma decisões.

Vais tomar uma decisão. Eu tomei a minha. Vou manter a dignidade. Dizer-te que estou irrevogavelmente apaixonada por ti e que não o quero mudar. Se partilhares da minha opinião vamos trabalhar para uma solução, juntos! Se não, então eu deixo de fazer parte do teu mundo e eu própria te arranco de mim. Sem grandes dramas e lágrimas. Rápido e eficaz. Toma a decisão com consciência, lembrando o que está em jogo.

Diz-me o que achas! E mais uma vez, desculpa.

F.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

some things you can't wash.


Consegues ouvir a água? Consegues sentir que alguma coisa aconteceu? Há um estranho cheiro no ar, sal e ferrugem. não sabes o que é. Abres a porta em 5 segundos e corres em direcção ao quarto. Sobes as escadas de dois em dois. Abres a porta e nada. Percorres todos os cantos, abres as gavetas, janelas, tiras a roupa do armário e arrancas os lençóis. Não encontraste nada.

No escritório ouves um som, uma música, conheces tão bem. "Possibility" Lykke Li, sabias o que isso significava. Correste para a casa de banho, abriste a porta e os teus olhos pregaram-se na banheira. Chuveiro aberto, branco da porcelana, preto da maquilhagem, vermelho de sangue. Viste-te semi-vestida, sentada contra a parede. Com os joelhos ao nível do queixo, agarrando todo o teu corpo. Tinhas o preto na cara, espalhado em linhas paralelas a cair dos olhos, lágrimas negras. O cheiro a sal e ferrugem tinha-se tornado mais intenso e foi então que viste a faca. A lâmina suja de sangue vivo, sangue do corte que tinhas no pulso, pingava pingava.

Com movimentos repetitivos para a frente e para trás, o olhar fixo na parede percebeste.

Caí outra vez.

sábado, 11 de dezembro de 2010

De que é feito um fenómeno?


Introdução

Pelas próximas palavras serão descritas a maior, mais controversa, mais enigmática, mais sedutora e apaixonante história de todas. Algo que não poderá nunca ser comparado a grandes nomes como William Shakespeare ou Emily Bronte, mas que conseguiu marcar o seu lugar na história da Humanidade. Vendas de livros, bilheteiras fizeram explodir a escala, deixando fãs, autora, actores, produção, realizadores e descrentes completamente boquiabertos. O sucesso que alcançou surpreendeu o mundo.

Uma mulher chamada Stephenie Meyer, casada e mãe de três filhos. No dia 2 de Junho de 2003 (7 anos atrás), Stephenie deixou-se ficar deitada. Embora tivesse milhares de coisas para fazer, a licenciada em literatura pela Brigham Young University, deixou-se levar pelos pensamentos que lhe assombravam o consciente. Vive no estado norte-americano do Arizona.


Tudo nasceu de um sonho. Um sonho.


Crepúsculo.

Um prado, um simples prado colorido por flores silvestres de cores amarelas e roxas. Dois corpos. Uma rapariga, adolescente, simples. Um rapaz, adolescente, simples. Assim nasceu um dos maiores movimentos do Planeta Terra.

"É Ele quem conhece o que se esconde nas trevas

E a luz mora junto d'Ele."

Daniel 2,22

Prefácio

"Nunca reflectira longamente sobre a forma como morreria - ainda que, ao longo dos meses anteriores, tivesse tido motivos de sobra para tal-, mas, mesmo que o tivesse feito, jamais teria imaginado que seria assim."

Crepúsculo, 2005

“Primeira Vista”

Isabella Marie Swan, filha de Charlie e Reneé, muda-se de casa de sua mãe (Phoenix) para a cidade natal de seu pai, em Forks. A mãe tinha acabado de casar, com Phill e, este era jogador de basebol, ou seja, passaria muito tempo na estrada. De modo a possibilitar a oportunidade da mãe acompanhar Phill, Bella opta por mudar-se para casa do seu pai. Passando de um ambiente solarengo para o condado mais chuvoso em todo os Estados da América.

Nessa pequena cidade do estado de Washington, Bella inicia o seu junior year (equivalente ao 11º ano, em Portugal) a meio do Semestre. Conhece pessoas como Ben, Jessica, Angela, Tyler, Lauren e Mike. Mas ao entrar na sua primeira aula de Biologia a sua vida toma um rumo totalmente diferente. Ao deparar-se com aquela cara, ao sentar-se ao seu lado a sua vida toma um novo caminho. Como se um trilho no meio da mais densa floresta tivesse sido escavado à pressa, para algo não esperado mas impossível de recusar.

Edward Cullen não soube o que se estava a passar. Como seria possível que o sangue de uma simples humana que nunca tinha visto na vida o poderia alterar daquela forma? Não soube responder à sua própria questão e ao debater-se com a dor agonizante de uma garganta seca e em fogo durante uma hora inteira, optou pela cobardia da fuga. Fugiu para o Alasca, junto do Clã Denali, onde levou o tempo que precisou para decidir que não seria aquela criatura frágil e insignificante a perturbar a sua vida em família. Não pertencia ali, pertencia com os seus, a sua família. Por essa razão rumou de novo a Forks sem deixar que o sentido de assassino se apoderasse dele. Alimentou-se constantemente de modo a poder estar perto da humana sem que ela o afectasse com tanto poder.

No final de um dia de aulas, Bella colocou a sua mala em cima do capo da nova/velha carrinha pick-up Chevy de 1956, vermelha ferrugenta, enquanto buscava pelas chaves do carro. Nesse mesmo instante, Tyler perdeu controlo da sua carrinha e embateu directamente contra o carro de Bella! A única coisa entre a carrinha e Bella foi Edward Cullen e a sua mão contra a porta de Tyler. Impeliu a carrinha para longe, de modo a não atingir Bella. No segundo anterior ao embate, Edward pensou "Ela não!".

Apenas um segundo. Por um segundo, podia não ter nascido uma das maiores histórias de amor. Após o acidente, Bella debateu-se contra os segredos que Edward escondia. Este tentava a todo o custo evitá-la e afastá-la, embora não deixasse passar a oportunidade de a observar dormir durante a noite, quando subia à janela do seu quarto. Perto do Baile da escola, Jessica e Angela decidem uma visita a Port Angeles, uma cidade perto com melhor leque de comércio, onde possam procurar por vestidos. Bella acompanha-as com o objectivo de comprar um livro sobre lendas Quileutes, a tribo de Jacob Black.

Jacob é um velho amigo de infância, filho do melhor amigo de Charlie, Billy Black. Pertencem à velha tribo Quileute, que vive na sua própria reserva. Durante um passeio na praia de La Push, na reserva, Jacob fala a Bella sobre o porquê de Edward e a da família não visitarem aquela praia. Explica que uma antiga lenda fala sobre o facto dos seus antepassados descenderem de antigos lobos e do seu inimigo mortal. Os "frios", ou como descritos pela autora "The Cold-Ones". Estes são criaturas frias que se alimentam de sangue e ameaçaram, em tempos, a tribo. No final da conversa, Jacob dá a entender um antigo, possível, encontro entre os frios e a tribo, ao avançar que talvez eles tivessem voltado para Forks - "Or, maybe they moved back".

“Lendas”

Em Port Angeles, Bella deixa a livraria com o seu livro e parte para o restaurante, onde encontraria Jessica e Angela. Mas ao deparar-se com alguns homens na rua, desvia-se do seu caminho inicial, acabando por perder-se e encontrando-se num beco sem saída. É encurralada pelos homens e quando se prepara para começar a gritar e relembra os mandamentos básicos da defesa 101, um Volvo prateado familiar aparece acelerando a fundo. Edward saiu do carro, com uma expressão de fúria e ordena a Bella que entre no carro. Seguidamente, ao deixarem para trás os homens odiosos, Edward leva Bella a jantar. Durante o jantar conversam e Edward acaba por declarar que já não tem "a força suficiente para ficar longe" dela, ao que Bella responde "then don't". Ao regressarem ao carro e se encaminharem para casa, Bella toca em Edward e apercebe-se da temperatura da sua pele. Gelada, fria e dura como pedra. Ao chegar a casa folheia o seu novo livro em busca da lenda sobre os frios e as seguintes palavras saltam à sua vista "velocidade, força, pele branca, fria e dura, sangue, desmembramento, morte e, a mais importante - vampiro.

No dia seguinte, encaminha-se para a floresta onde se encontram. Bella acusa Edward com as lendas e os factos, ao que Edward lhe diz a verdade. É um vampiro. Nasceu em Chicago em 1908, foi transformado por Carlile, aos 17 anos em 1918. Morria de gripe espanhola quando aconteceu.

A relação dos dois cresce a cada dia que passa. Não tendo o cariz de uma paixoneta de adolescente, ganha cada vez mais força. Lutando contra o facto do cheiro de Bella ser ameaçadoramente sedutor e apelativo para Edward, contra serem parte de diferentes espécies, de um crescer e o outro não, de um morrer e o outro não.

“O Jogo”

Bella é apresentada à família, que a adopta como uma da sua espécie, ao contrário de Rosalie que nunca aceita Bella. Num dia de trovoada, decidem jogar basebol e Bella é convidada a assistir. Durante o jogo, vampiros nómadas interrompem. O grupo era constituído por três vampiros, Laurent, James e Victoria. James sente o cheiro de Bella e tenta atacar, sendo impedido pelo Clã Cullen. Sendo James um batedor, ou seja, marca pessoas e caça-as, Edward e Bella são forçados a fugir. Laurent desiste da luta e dirige-se para junto do Clã Denali, no Alasca, de modo a reeducar-se. Victoria alia-se a James. Bella é levada para sul, por Alice e Jasper. Edward, Carlile e Emmett criam um falso rasto do odor de Bella, na tentativa de enganar James e encurralá-lo. Rosalie e Esme ficam em Forks para proteger Charlie, na eventualidade de procurarem Bella em sua casa.

James entende o jogo mais cedo do que deveria e consegue fugir, rumando a Phoenix, ainda cidade de Bella. Alice vê James numa sala de ballet, perto do Hotel onde eles se encontravam. E alerta o resto da família para que se encontrem e criarem um novo plano. No mesmo momento, Bella recebe uma chamada de casa (casa de Phoenix), pensando que a sua mãe estava na Florida atende surpresa. Quem lhe fala é James, forçando-a a encontrar-se com ele no seu antigo atelier de Ballet, ameaçando a sua mãe.

Sabendo que Edward nunca lhe permitiria ir sozinha ao encontro de James, e que este perceberia se outros vampiros estivessem perto, foge de Alice e Jasper. Encontravam-se no aeroporto esperando a chegada de Edward e a restante família, mas consegue fugir antes da sua chegada e parte ao encontro do vampiro e da sua mãe.

Ao chegar ao ateliê, encontra um televisor ligado com um vídeo a passar. Era um vídeo em que a sua mãe chamava por ela, quando Bella era ainda uma criança. Ai percebeu que a sua mãe estava segura na Florida, o que significava que James era o único naquele estúdio com ela. O seu caçador olhou-a e iniciou o seu jogo. Atacou-a empurrando-a, o que a fez voar pela sala e embater contra um espelho, deixando a sua cabeça a sangrar. Com uma câmara de filmar, gravava o vídeo de sua morte, com o objectivo de fazer chegar a cassete a Edward. Agarrou a sua perna e Bella ouviu o som do seu osso partir seguido de um grito agudo de dor. Edward entrou no estúdio e projectou James para longe. Olhou Bella nos olhos, pegou nela e tentou levá-la para longe. Mas a sua tentativa foi travada por James que agarrou Edward pelo pé e o projectou contra uma janela, deixando bela cair junto dos cacos de vidro e espelho, perfurando a sua perna, causando-lhe uma, ainda maior, perda de sangue. James pegou na mão de Bella, ergueu-a no ar e mordeu o seu pulso. Edward impeliu-se na direcção do vampiro e começou a desmembrá-lo.

Chegam os irmãos de Edward, juntamente com Carlile, que tomam o seu lugar preparando uma fogueira para queimar o corpo desmembrado de James.

Bella deitada no chão, perdia consciência devido à massiva perda de sangue, e ao fogo que lhe queimava a mão e a cabeça. O veneno de James começava a espalhar-se pelo seu sistema. Carlile deu a opção a Edward, deixar ou não dar-se a transformação? Edward optou por deixar Bella humana e, pegando no seu braço, abocanhou a mordidela de James e chupou o veneno para fora, ingerindo o veneno. O sabor de sangue de Bella era tão doce que Edward entrou num frenesim e foi quase impossível parar.

Bella acordou no hospital, com uma perna engessada, costelas partidas, uma transfusão de sangue e uma grande dose de analgésicos. Edward estava ao seu lado, durante toda a recuperação.

De volta a Forks, Edward levou Bella ao Baile da sua escola, no qual, por baixo de um alpendre, juraram que ficariam juntos para sempre. A única diferença, seriam as intenções de cada um. Para Edward uma vida humana para Bella chegaria, com ele sempre a seu lado e quando Bella morresse Edward segui-la-ia com agrado. Para Bella, significava uma vida de eternidade, uma vida em que o dia nunca acabaria. Uma vida de um dia, um dia eterno.

Assim termina o primeiro volume da Saga da Luz e Escuridão. The Twilight Saga tem já o filme em DVD, contando com a participação de actores como Kristen Stewart ("Jumper"), no papel de Bella; Robert Pattinson("Harry Potter e o Cálice de Fogo"), no papel de Edward Cullen; e, Cam Gigandet("Never back Down"), no papel de James. Realizado por Catherine Hardwicke, estreou em 2008.

"Eu já tomara tal decisão e tinha a certeza de que era a mais acertada. Não importava que o corpo estivesse tão rígido como uma tábua, que os meus punhos estivessem cerrados, que a minha respiração estivesse irregular..."


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Have I found you, flightless bird?


O que é que eu fazia sem ti? O que é que eu fazia se a primeira coisa que visse ao acordar não fosse a tua cara? Agora que penso nisso, não sei. Não sei mesmo.

Ouvi-te entrar. Não quis abrir os olhos, tinha receio que ainda restasse alguma claridade no quarto, depois de abrires a porta. Mesmo assim conseguia sentir algo aproximar-se. Senti as costas de uma mão roçar-me pela maçã do rosto e senti os meus músculos relaxarem. O toque era familiar, percebi logo de quem se tratava. Só mesmo a razão da minha existência. A partir do momento em que te percebi deitado ao meu lado, aninhei-me suavemente e deixei-me escorregar pelas ruelas do sono profundo.

O mundo é tão perfeito, não o mundo geral, mas o meu. Tenho tudo o que sempre desejei. Numa cabana nas montanhas, clima chuvoso, uma lareira sempre acesa e alguém com quem partilhar o calor. Tinha sempre uma ansiedade crescente para chegar a casa. Tinha sempre alguém para quem voltar.

Mas passei uma noite agitada, considerando outro mundo. Imaginando o que seria se acordasse e não encontrasse ninguém ao meu lado. Como seria a minha vida se não tivesse alguém para quem voltar? Triste, só - nunca foram palavras que utilizasse para me descrever. Mas a minha incondicional confiança em ti não me permite duvidar da nossa vida juntos. Para onde irias tu sem mim? Citando as tuas próprias palavras "where else would I go?", questão a que respondi com: "You can't leave me". E não deixaste, nunca deixarás.

Imaginar-nos separados não é possível sequer. Somos dois pedaços, que se sós, se tornariam disformes e não-aceites pelo mundo. Completas-me, eu completo-te! A irrealidade é tanta que não tenho sequer a capacidade de imaginar o que seria o A sem o B. Se algo acontecesse a um de nós, sei que não ficaríamos separados durante muito tempo, corria atrás de ti e tu de mim. Até ao fim do mundo, até ao fim dos tempos. Queremos a eternidade, não foi isso que prometemos nos nossos votos? Não é suficiente uma longa e feliz vida juntos, queremos sempre mais. O tempo é efémero.

Senti-me remexer, não quis mais continuar deitada. Apoiei-me nos cotovelos e ergui o tronco. Bocejei, virei o corpo de lado. Vi-te, perfeito e eterno. Suspirei, não querendo acordar-te, e deitei-me sobre o teu peito gélido.

Por fim, sussurrei "para sempre".


Phillipa Lamplight, always yours.

sábado, 28 de agosto de 2010

Teen and the Shitty


Sou viciada em "Sex and the City"!! Adoro tudo o que existe

sobre aquela série, sobre aquelas personagens, as vidas delas estúpidas e incrivelmente cómicas. Neste momento não tenho melhor para ocupar as minhas tardes, (deprimente este comentário? don't think so). Bem, o tópico inicial da série é a coluna, escrita por Carrie Bradshaw, igualmente protagonista da série em questão. Se tivesse de criar uma coluna do mesmo estilo não lhe poderia de certo chamar "Sex and the City", primeiro porque Abrantes mal uma cidade se pode chamar e depois, bem, não somos exactamente mulheres de 35 anos - ou mais - com filas de ex-namorados e prateleiras de ficheiros de relacionamentos mal acabados contendo embaraçosas histórias para contar. Por essas mesmas razões e mesmo outras que não são possíveis revelar, o nome que daria à coluna abrantina, escrita por ninguém a não ser eu própria, seria "Teens and The Shitty"! É o melhor adjectivo que encontrei para descrever a vida de um adolescente que nasceu e cresceu em Abrantes, e que ainda não ganhou asinhas para sair de casa, tal como eu.

Actualmente, o tópico seria, "corre enquanto ainda podes e sai daqui por uns dias", porque daqui a, igualmente, uns dias, lá se vai o acordar tarde e o comer comida de jeito em casa, poder sair até tarde, poder ter tempo para simplesmente olhar para o tecto e fazer ABSOLUTAMENTE NADA DE NADA!! Daqui a uns tempos, vamos deixar essa liberdade para trás e percorrer o nosso último ano de secundário. O último ano de meninos, o último ano antes da grande faculdade. Alguns podem mostrar-se entusiastas em relação à grande mudança que se avizinha, cá eu não. Às vezes juro que gostava de poder carregar na pausa e ficar uns anos com 17 anos. Ficar mais uns anos com estas mesmas pessoas, antes que cada um siga a sua vidinha e nunca mais nos vejamos outra vez. Porque provavelmente é exactamente é isso que vai acontecer entre nós e os "conhecidos", os "colegas" e os melhores amigos da juventude. Aquelas pessoas que vês todos os dias, com quem passas mais tempo do que com os teus pais e família, com quem almoças e lanchas todos os dias e ris e choras ... vão desaparecer. Vais ter outros grandes amigos, talvez até melhores. Mas estes vão ser sempre aqueles amigos que se riam contigo nas aulas, e um dia aposto que vais olhar-te ao espelho, lembrar um desses momentos e suspirar. Não vais fazer nada, mas também o que pode haver a fazer nessa altura? Se não lutaste por eles na altura.

Portanto, a conclusão, que eu tiro desta situação toda é, valerá a pena toda esta ligação entre amigos, visto que daqui a uns anos não os verás mais. Valerá a pena? Ou será que as lembranças do passado são uma parte assim tão importante na vida de uma pessoa?

Fica a questão.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Bloodstream



Não acho que tenha algum tipo de loucura. Já pensei nisso, mas acabei por não aceitar. Por isso, hoje, sou normal. Só mesmo isto para explicar: "I think I might’ve inhale you I could feel you behind my eyes You gotten into my bloodstream I could feel you floating in me ".

Boa Música, muito boa letra, perfeita explicação.







I need to feel your hand upon my face